Operação cachoeira: Saulo Vianna é alvo do Ministério Publico

Foto: Arquivo A CRÍTICA

Manaus- Nesta segunda-feira (15/2), foi deflagrada a operação “Cachoeira Limpa”, que investiga crimes de fraudes em licitações, peculato e lavagem de dinheiro no munícipio de Presidente Figueiredo.

Um dos alvos da operação é o deputado Saulo Vianna, que já teve seu nome citado outras vezes na operação, e o ex-prefeito do município de Presidente Figueiredo Romeiro José Costeira Mendonça (2017 a 2020), o ex-vice-prefeito Mário Jorge Bulbol Abrahão, o ex-secretário de finanças Jander de Melo Lobato, o ex-presidente da comissão permanente de licitação Jender de Melo Lobato, entre outros servidores públicos e empresários.

O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual, com apoio da Polícia Civil, cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 12 de buscas pessoais nas cidades de Presidente Figueiredo, Parintins e Manaus.

Segundo o Ministério Público, o grupo é suspeito de fraudar processos de licitação. Eles teriam causado um prejuízo de R$ 23 milhões aos cofres públicos do município de Presidente Figueiredo durante gestão que se encerrou em dezembro do ano passado.

Para dissimular o desvio do dinheiro público, os integrantes da ORCRIM instituíram ou adquiriram na cidade de Manaus/AM, diversas pessoas jurídicas, as quais são FATICAMENTE controladas pelo Deputado Estadual SAULO VELLAME VIANA, na época cunhado do senhor MÁRIO ABRHAÃO, quem se valeu de interpostas pessoas (laranjas) para a constituição do quadro societário.

O Ministério Público requereu ainda a prisão do Deputado Estadual Saullo Velame Viana, do ex-prefeito, do ex-vice-prefeito, do Secretário Municipal de Finanças, do Presidente da CPLs e dos empresários Rosedilse de Souza Dantas, sócia da empresa RAV Construções e Transporte, atual INCAS Construções; Márcio Frota Barroso, sócio da empresa Engefort Construções, atual Diretriz Engenharia; Paulo Sampaio da Silva, sócio da empresa Amsterdam/SVX Serviços, atual Porto Serviços Profissionais, da qual o Deputado Saullo Viana atuava procurador, em substituição a sua genitora (Célia Viana), entre outros. Ministério Público também requereu o afastamento do cargo do Deputado Estadual, mas a justiça negou os pedidos.

Relatórios financeiros obtidos com a quebra do sigilo bancário, autorizada pela Justiça, revelam relação financeira suspeita entre as empresas que participaram das licitações em Presidente Figueiredo. Além das empresas pagarem as contas uma das outras, todas pagam contas pessoais do deputado Saullo Viana e de sua mãe.

Além dos pedidos de busca e apreensão e buscas pessoais, o Ministério Público solicitou a prisão e o afastamento do cargo de Saullo Vianna e a prisão de outros suspeitos, mas a Justiça negou os pedidos.

A organização criminosa teve início na cidade de Parintins no ano de 2010 e já foi capaz de eleger um Deputado Estadual e um Vereador na cidade de Manaus.

As investigações do GAECO estão na fase final e logo serão remetidas ao Poder Judiciário.

Foto: Arquivo A CRÍTICA