
A empresária e candidata ao Governo do Amazonas derrotada Maria do Carmo (PL), falou pela primeira vez neste sábado (31/10), após perder às eleições do último domingo (25/10), para Omar Aziz (PSD).
Do Carmo tentou justificar a operação policial contra ela e seus ex-marqueteuiros Jerfferson Coronel e George Wille, por espalhar vídeos apócrifos com acusações contra o senador Omar, usando sua família.
A candidata do PL acusou seus eleitores de serem eles a espalhar vídeos com ataques a Omar Aziz e seus familiares, usando sua filha menor de idade no vídeo.
“Sempre estive e sempre estarei à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos, mas não aceitarei nenhum tipo de abuso político e nem uma tentativa de atingir a minha imagem por algo que não fiz”, disse ela em vídeo compartilhado em suas redes sociais.
O caso está sob investigação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e envolve suspeitas de utilização de conteúdo manipulado e acusações supostamente falsas contra um adversário político durante a campanha eleitoral. Entre os episódios investigados estão disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp e a publicação, no perfil de Instagram da campanha de Maria do Carmo, de um vídeo envolvendo uma criança.
As diligências policiais já alcançaram dois profissionais de comunicação que teriam trabalhado na campanha: Jefferson Coronel, em Manaus, e George Wilde, em São Paulo. Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão, conforme as informações relacionadas ao caso.
Maria do Carmo Lins, ingressou com um pedido de habeas corpus preventivo no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A medida busca impedir que a polícia realize buscas em sua residência e obrigue a entrega de seu aparelho celular para análise no âmbito da investigação.
O episódio coloca novamente a campanha eleitoral de Maria do Carmo no centro de uma controvérsia judicial, enquanto a investigação busca esclarecer quem produziu, autorizou, divulgou e disseminou o material envolvendo a criança.


