
Eletricistas que trabalham na Norte Tech de forma terceirizada para a Âmbar Energia, realizam uma paralisação nesta segunda-feira (14/09), como forma de protesto por conta das péssimas condições de trabalho.
Os terceirizados das bases do Tarumã, zona Oeste de Manaus, foram os primeiros a cruzarem os braços e se espalhou por outras quatro unidades, ganhando adesão das bases da Ponta Negra, São José, Flores e Cidade Nova.
O motivo da greve é a falta de acordo nas negociações por reajuste salarial e melhores condições de trabalho. Os eletricistas querem que o salário-base chegue a R$ 2,5 mil e que o auxílio alimentação ou refeição suba para R$ 1,2 mil mensais além da manuntenção dos benefícios em caso de atestado médico.
Outros pontos da pauta incluem o pagamento integral do plano de saúde para funcionários e dependentes diretos, o aumento do adicional de condutor de R$ 100 para R$ 500, o custeio total do auxílio-combustível e a criação de um auxílio-creche de R$ 300 por filho para mães colaboradoras.
Para o presidente do Sindicato dos Eletricistas, Fank Márcio Soares, os trabalhadores vem tendo jornadas de trabalho exastivas com os profissionais trabalhando até as 22 horas, com um banco de horas que não são pagos pela empresa.
“O trabalhador sai às 7h e chega em casa às 22h, fazendo banco de horas, que não pagam, não pagam nada”, disse.

De acordo com os próprios trabalhadores, 350 eletricistas e funcionários da Norte Tech e mais 200 veículos de serviço estacionados na via, a terceirizada que presta serviços para a Âmbar, se reuniram em protesto com uma lista de reivindicações.

Em nota, a Âmbar e a Norte Tech afirmaram que estão abertas ao diálogo e destacaram que existe Acordo Coletivo de Trabalho firmado em abril de 2026 com o Situam, sindicato que representa a categoria.


