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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Reflexão e acolhimento marcam encerramento do ciclo de palestras do Setembro Amarelo na Aleam

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) encerrou, nesta sexta-feira (11/9), o ciclo de palestras alusivas à campanha Setembro Amarelo, voltada à prevenção do suicídio e à promoção da saúde. A programação foi realizada pela Escola do Legislativo Senador José Lindoso e pelo Núcleo de Educação e Pesquisa em Direitos Humanos do programa Educando pela Cultura da Casa.

Com o tema “Informação, escuta e diálogo”, a programação teve início na quarta-feira (9/9) e abordou questões histórico-sociais relacionadas ao adoecimento mental e à prevenção do suicídio. Entre os temas discutidos estiveram cyberbullying, exposição de dados pessoais, desafios virtuais, uso das redes sociais e os impactos do excesso de tempo diante das telas.

A coordenadora do Núcleo de Educação e Pesquisa em Direitos Humanos, pedagoga Jacy Braga, avaliou positivamente a iniciativa e destacou o alcance das atividades realizadas durante os três dias.

“De tudo que aconteceu nesses últimos dias, tudo que a gente pensou a gente alcançou. Sensação de dever cumprido”, afirmou.

Estudantes destacam acolhimento

Entre os participantes da programação estavam estudantes da Escola Estadual Vasco Vasques, localizada no bairro Jorge Teixeira, na zona Leste de Manaus. A estudante Jeisiane Cardoso, da 3ª série do ensino médio, destacou a forma como o tema foi abordado durante a palestra.

“Não foi como a gente está acostumado a ver outras palestras sobre a valorização da vida. Foi confortável, algo que a gente se sente à vontade”, afirmou.

Também estudante da 3ª série do ensino médio, Whendrea Ywllya avaliou que a atividade proporcionou um ambiente de reflexão e acolhimento.

“Foi acolhedor, com tempo para refletir. É muito importante que outras pessoas tenham esse tipo de palestra”, disse.

Promoção da saúde e prevenção

No encerramento da programação, a psicóloga e mestre Luziane Vitoriano ministrou uma palestra sobre a importância da promoção da saúde no contexto do Setembro Amarelo. A abordagem considerou aspectos históricos, culturais e sociais relacionados à saúde e ao sofrimento psíquico.

Segundo a especialista, as políticas públicas voltadas à saúde precisam ser mantidas e fortalecidas, com a participação do poder público, da sociedade civil e de diferentes grupos sociais.

“Os grupos sociais precisam também se responsabilizar não apenas na questão da prevenção da saúde, mas na promoção da saúde”, afirmou.
Luziane também destacou a importância de ampliar a percepção sobre situações de violência e sofrimento e defendeu uma atuação coletiva diante desses casos.

“Para promover saúde integral, nós precisamos interromper algum ciclo a partir da gente enquanto coletivo. Quando a gente observa o outro passando por uma situação de violência, nós precisamos ser capazes de reconhecer que isto é uma violência e também intervir diante dessa violência”, alertou.

Para a psicóloga, a participação dos estudantes foi um dos principais destaques do encerramento da programação.

“Foi muito bonito ouvir que foi um lugar de reflexão, onde eles saíram daqui curiosos a pensar mais sobre a vida deles e como é o cuidado deles, entre eles e o cuidado deles com os outros também. Esse foi o ápice quando eles falam: ‘eu preciso cuidar de mim para poder cuidar dos outros’”, relatou.

Aleam reforça importância da iniciativa

O ciclo de palestras foi aberto ao público interno e externo da Aleam. Para a assistente social Mônica Pereira, que partricipou do evento, iniciativas como essa contribuem para ampliar a discussão sobre saúde integral em diferentes espaços de convivência.

“A escola tem um papel multifacetário e temos dentro desses espaços, da escola, da sala de aula, nos corredores, pessoas, crianças, adolescentes, jovens e adultos que precisam ter essa saúde integral, do ponto de vista mais complexo, como a própria humanidade é”, afirmou.

Mônica também ressaltou a participação de profissionais especializados durante os três dias de programação e a importância de levar informação e estratégias de cuidado aos jovens.

“A Assembleia tem a sensibilidade de promover essas discussões com profissionais diferenciados. Faz com que a gente veja os próprios elogios dados pelos alunos que estavam aqui presentes e como chegaram aqui e como foi diferente ouvir deles sobre ver com outro olhar o acolhimento”, destacou.

Segundo a assistente social, a programação também apresentou estratégias e canais de comunicação que podem ser utilizados pelos participantes e compartilhados em seus círculos sociais, onde foram disseminadas estratégias e canais de comunicação onde jovens puderam ser os multiplicadores para promover saúde.