
Imagens de segurança registraram a destruição de uma loja de conveniência no bairro Dom Pedro I, zona Centro-oeste de Manaus, supostamente praticada por um militar da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM). O episódio, registrado em vídeo e em Boletim de Ocorrência, ocorreu em 6 de dezembro de 2025, mas foi formalizado oficialmente pela vítima apenas em 13 de fevereiro de 2026, no 10º Distrito Integrado de Polícia (Dip).
O suspeito foi identificado como Hevertoh Ribeiro de Brito, 1º Sargento da PM. De acordo com os relatos reunidos no processo, o militar apresentava claros sinais de embriaguez no momento dos fatos. Ele teria consumido bebida alcoólica na área externa de um posto de combustíveis antes de adentrar o estabelecimento comercial.
Ao entrar na loja, o sargento se aproximou por trás de um dos funcionários, identificado como Augusto, e passou a proferir ofensas homofóbicas, começando por chamá-lo de “viadinho” e seguindo com uma sequência de xingamentos. Em seguida, em um acesso de fúria, passou a derrubar produtos das prateleiras e destruir o interior do comércio.
As imagens do circuito interno mostram o momento exato em que o militar, vestindo camisa de manga longa de cor cinza e boné branco, joga mercadorias ao chão. Uma colega de trabalho, chamada Roberta, tentou intervir e acalmar o agressor, mas não obteve êxito. Após causar os estragos, o sargento deixou o local acompanhado de amigos. Gravações feitas por testemunhas mostram o suspeito fugindo em uma caminhonete Chevrolet S10, cor preta, placa PHQ-4636.

Três naturezas criminais
- O Boletim de Ocorrência registra o caso sob três naturezas criminais graves:
- Dano — Artigo 163 do Código Penal Brasileiro;
Vias de Fato — Artigo 21 da Lei das Contravenções Penais; - Importunação Sexual — Artigo 215-A do Código Penal Brasileiro.
As investigações seguem em andamento sob a responsabilidade do delegado José Edgar Henrique da Silva Moura, titular do 10º DIP. Até o momento, não há informação sobre se o militar foi afastado de suas funções ou sobre possíveis medidas administrativas adotadas pela corporação. O caso segue sob análise das autoridades policiais e poderá também ser investigado no âmbito da Justiça Militar.


