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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Iranduba: Incêndio no lixão paralisa escolas e aulas são suspensas por fumaça tóxica

O caos ambiental causado pelo incêndio no “Lixão do Ferraz” em Iranduba chegou às salas de aula do município. A partir de hoje, a Secretaria Municipal de Educação anunciou a suspensão das aulas presenciais em escolas das comunidades próximas ao lixão e até mesmo na zona central da cidade.

A medida foi tomada após centenas de alunos passarem mal desde o início do incêndio na última quinta-feira (14). Os relatos são de problemas respiratórios, tosse, irritação nos olhos, dor de cabeça, náusea, vômito e falta de ar durante o período de aula. Professores e demais funcionários também foram afetados pela fumaça densa que tomou a região.

Em comunicado oficial, a Secretaria de Educação afirmou que a suspensão ocorre por causa do ‘Risco da Fumaça’ e que “mesmo com ar-condicionado, os poluentes presentes no ambiente podem ser recirculados mantendo todos expostos”.

FUMAÇA NO CENTRO DA CIDADE

Além das escolas no entorno do ‘Lixão do Ferraz’, a Escola Municipal Creuza Abess Farah, localizada na zona central da sede de Iranduba, também teve as aulas suspensas devido à qualidade do ar e aos riscos à saúde. “As condições não permitem o andamento normal das aulas”, informou a direção da escola.

“Meus filhos e outros pais estão reclamando todos os dias porque a fumaça tóxica já está na sede do município. Os alunos voltam para casa passando mal e o prefeito Augusto Ferraz não faz nada. Os postos de saúde e hospitais estão com muitos casos de problemas respiratórios e muita gente está indo para a casa de parentes em Manaus”, desabafou.

Paralelo à crise ambiental, na saúde e agora na educação, Iranduba já enfrenta outro problema: a formação de um novo lixão a céu aberto na comunidade do Ariaú, no Km 37 da AM-070. Moradores denunciam que, desde o início do fogo no ‘Lixão do Ferraz’, caminhões e veículos particulares começaram a despejar lixo em área de mata nativa, perto de casas, balneários e nascentes.