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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Magrinha Ellen mantém divulgação do “Tigrinho” mesmo após anunciar candidatura e amplia questionamentos sobre projeto político

A entrada da influenciadora Magrinha Ellen no cenário eleitoral amazonense já provoca questionamentos nas redes sociais. O principal deles envolve a continuidade da divulgação de plataformas de apostas, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”, mesmo após Ellen anunciar a intenção de disputar uma vaga de deputada estadual nas eleições de 2026.

A situação coloca em discussão a coerência entre a atividade de influenciadora digital e a pretensão de ocupar um mandato na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Para parte dos internautas, a manutenção desse tipo de publicidade durante o período eleitoral exige uma explicação mais clara sobre quais bandeiras e compromissos a candidata pretende defender caso seja eleita.

A crítica não se limita às apostas. O próprio perfil apresentado no cadastro eleitoral também passou a ser alvo de comentários. Ellen aparece vinculada ao partido Agir, com o número 36069, e declarou como grau de instrução “ler e escrever”. No registro, informou as profissões de manicure e maquiadora.

Outro dado que chama atenção é o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral: R$ 100 mil, informado como quotas de capital em uma empresa.

A questão central, entretanto, não é a profissão ou o nível de escolaridade declarados — requisitos e condições que devem ser analisados dentro da legislação eleitoral —, mas a preparação e as propostas apresentadas por quem pretende exercer um mandato parlamentar.

A candidatura de uma personalidade das redes sociais não é, por si só, um problema. O eleitor tem o direito de escolher representantes com diferentes trajetórias profissionais. Porém, quando uma candidatura nasce diretamente da popularidade digital, aumenta também a cobrança por propostas concretas, conhecimento sobre políticas públicas e transparência sobre as atividades econômicas e publicitárias mantidas durante a campanha.

No caso de Ellen, a continuidade da divulgação de plataformas de apostas torna o debate ainda mais sensível. A questão que permanece aberta é se a candidata pretende conciliar a promoção comercial desse tipo de conteúdo com uma eventual atuação parlamentar e, em caso positivo, quais seriam seus limites e compromissos.

A repercussão mostra que a candidatura terá de enfrentar não apenas a disputa eleitoral, mas também o desafio de transformar influência nas redes sociais em credibilidade política.

Até o momento, as críticas citadas decorrem principalmente de manifestações nas redes sociais. A eventual existência de irregularidade eleitoral ou publicitária deve ser apurada pelas autoridades competentes, caso haja representação ou procedimento formal.