
Mobilização marca o início das ações de conscientização e fortalecimento da rede de proteção aos idosos em todo o estado
O governador Roberto Cidade lançou, nesta segunda-feira (1º/06), a campanha Junho Violeta, iniciativa nacional de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. A solenidade ocorreu no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, reunindo representantes do poder público, instituições de defesa de direitos e integrantes da rede de proteção à pessoa idosa.
Durante o lançamento, o governador Roberto Cidade destacou o compromisso do Governo do Amazonas em fortalecer as ações de orientação, proteção e acolhimento da população idosa.
“Durante a nossa campanha de conscientização, vamos envolver todas as secretarias do Estado para que a gente possa orientar os nossos idosos, para que a gente possa fazer com que eles entendam que se tiverem passando por algum tipo de violência, que busquem os nossos órgãos, a nossa delegacia para que a gente possa abraçá-los. Estamos à disposição para que a gente possa orientar e cuidar dos nossos idosos”, afirmou o governador.
A campanha é coordenada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), e tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre a importância da prevenção e do enfrentamento às diversas formas de violência contra idosos, além de divulgar os canais de denúncia e os serviços de acolhimento disponíveis no estado.
A programação contou com o ato simbólico “Luzes Violetas”, que iluminou o Teatro Amazonas com a cor da campanha, além de apresentações culturais, aulão de zumba, atendimento psicossocial, orientação jurídica, serviços de enfermagem e uma blitz educativa para distribuição de materiais informativos sobre os direitos da pessoa idosa e os canais de denúncia.
Durante o evento, também foi lançada a Operação Virtude, realizada em parceria com a Polícia Civil. A ação integra uma mobilização nacional voltada à prevenção, combate e acolhimento de vítimas de violência física, psicológica, patrimonial e de negligência, por meio de ações educativas, visitas domiciliares e fortalecimento dos mecanismos de proteção.
Entre os presentes estava a servidora aposentada Rita de Cássia, de 68 anos, que ressaltou a importância da campanha para garantir informação e apoio à população idosa.
“Isso é muito importante para nós, idosos. A gente pode pedir socorro. Hoje a gente tem a quem pedir socorro. Que nós, os idosos, possamos procurar melhoria de vida, procurar um centro de apoio. É muito importante.”, declarou a aposentada.
Participaram também da solenidade a primeira-dama e presidente de honra do Fundo de Promoção Social (FPS) Thaisa Cidade; a titular da Sejusc, Jussara Pedrosa; a deputada estadual Joana Darc; a desembargadora Onilza Abreu, do Tribunal de Justiça do Amazonas; a delegada titular da Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa Idosa, Larissa Barroso, além de representantes da Defensoria Pública do Estado e do Ministério Público do Amazonas.
Rede de proteção fortalecida
Por meio da Secretaria Executiva Adjunta de Direitos da Pessoa Idosa (Seadpi), a Sejusc coordena políticas públicas voltadas à promoção e defesa dos direitos dos idosos, com base no Estatuto da Pessoa Idosa e na Política Nacional do Idoso.
Entre os serviços oferecidos pelo Governo do Amazonas estão os Centros Integrados de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Cipdis), responsáveis pelo atendimento psicossocial, orientação jurídica, registro de denúncias, visitas domiciliares e mediação de conflitos.
O estado também conta com um Abrigo Transitório para Pessoas Idosas em Situação de Violência e Risco de Morte, equipamento pioneiro na região Norte destinado ao acolhimento emergencial de idosos em situação de vulnerabilidade.
Os números demonstram a crescente procura pelos serviços de proteção. Em 2025, os Cipdis registraram 10.827 atendimentos, um aumento de 30% em relação aos 8.280 realizados em 2024. No primeiro quadrimestre de 2026, foram contabilizados 3.519 atendimentos, crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Entre as violações de direitos mais registradas estão casos de negligência, vulnerabilidade e risco social, violência psicológica, violência financeira e econômica, intimidação e violência física, reforçando a necessidade de ampliar as ações de conscientização e proteção durante todo o ano.



