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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Joana Darc doa redes para primeira ala indígena do Hospital da Nilton Lins

Após indicativos protocolados pela deputada estadual Joana Darc (PL), pedidos durante sessões plenárias e carta aberta entregue ao ex-ministro da saúde Nelson Teich cobrando ações no combate ao novo Coronavírus em comunidades indígenas, o Governo Federal em parceria com o Governo do Estado inaugurarão uma ala indígena no Hospital de Campanha da Nilton Lins, nesta terça-feira (26). As 30 primeiras redes da ala foram doadas por Joana Darc nesta segunda-feira (25).

Esta é primeira ala voltada para o atendimento de pacientes indígenas com Covid-19 no Estado do Amazonas. O ambiente deve estar de acordo com a cultura dos indígenas e o hospital tem critérios fundamentais para que a assistência a esses pacientes respeite suas tradições. Portanto, as redes serão necessárias e fundamentais para a internação dos pacientes.

“Desde o início da pandemia, a questão dos indíos foi uma preocupação de vários parlamentares. No requerimento de número 1664/2020, solicitei ao Governo do Estado suporte no atendimento aos indígenas e ribeirinhos. Também fiz propostas ao ex-ministro Nelson Teich de ações para o combate e enfrentamento ao novo Coronavírus nas comunidades indígenas. O hospital foi uma destas propostas”, relatou a parlamentar.

Quando Teich esteve no Amazonas, no início deste mês, Joana cobrou e pediu celeridade no cumprimento da promessa da construção de um Hospital de Campanha no Amazonas, pelo Governo Federal. Ela também lembrou que o Estado concentra a maior população indígena do Brasil é o Amazonas. “Faltava esse suporte específico e agora nossos irmãos indígenas terão esse atendimento. Sabemos que esta é uma competência do Governo Federal, mas o Governo do Estado não poderia se omitir diante da situação que estamos vivendo e está trabalhando junto nisto. Eu e outros parlamentares também cobramos muito este suporte e agora ele está se tornando realidade”, finalizou.

Ao todo, serão 53 leitos exclusivos para atendimento indígena, sendo 33 leitos clínicos e 20 leitos de alta complexidade.

A Ala Indígena será voltada exclusivamente para os indígenas que vivem em aldeias. As transferências para a ala destinada aos pacientes indígenas com covid-19 serão realizadas por meio da Central de Regulação do Amazonas.

Os pacientes que necessitarem de remoção serão incluídos em uma fila composta apenas por indígenas e serão removidos com base na avaliação clínica de médicos e enfermeiros da Central.