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terça-feira, 17 de março de 2026

Bala que matou João Pedro é do mesmo calibre de fuzil usado por traficantes

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou o calibre da arma que matou o João Pedro Matos, 14, na última segunda-feira (18) como sendo 5,56. O calibre mostra que o menino foi atingido por um disparo de fuzil e o tiro pode ter partido de armas de traficantes, já que foram apreendidos fuzil com esse calibre. 


João Pedro foi baleado e morto durante uma operação da Polícia Civil e da Polícia Federal no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio.


Familiares e amigos da vítima disseram a reportagem que ele brincava no quintal da casa de um tio quando os policiais invadiram o imóvel e o atingiram na barriga. Já a Polícia Civil alega que o menino foi atingido durante uma troca de tiros entre bandidos e policiais, sendo socorrido de helicóptero, versão provavelmente verdadeira, já que na hora dos disparos havia uma intensa troca de tiros.

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O corpo do jovem só foi encontrado pela família 17 horas depois, no IML (Instituto Médio Legal), sem vida. A delegacia de homicídios da Baixada Fluminense alega que a família do menino foi avisada sobre a morte no dia do socorro.


Allan Duarte, delegado e titular da Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), responsável pela investigação, disse acreditar que o caso será solucionado rápido. Ontem, o piloto e o comandante da aeronave que fizeram o resgate de João Pedro foram ouvidos na delegacia.


“[O piloto] Esclareceu para gente como foi feita a penetração do local, o socorro logístico do jovem. Hoje também recebemos o laudo de projétil, a gente já tem o calibre dessa arma”, afirmou o delegado.


Duarte ainda disse que o próximo passo da investigação é submeter a bala a exame de confronto balístico com o armamento apreendido com os policiais — dois fuzis de calibre 7.62 e um fuzil 5.56. O delegado ainda indicou que pretende fazer uma reconstituição simulada e ainda há mais pessoas para serem ouvidas durante a investigação.


“A investigação caminha e a gente acredita que num período curto de tempo a gente consiga chegar a uma solução para o caso”, pontuou Duarte.