29.8 C
Manaus
quarta-feira, 11 de março de 2026

Audiência pública vira palco de confusão e Augusto Ferraz quase apanha de ex-vereador

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), iniciou nesta quarta-feira (11/03), uma série de audiências públicas no município de Iranduba, para debater com os moradores, situações sobre meio ambiente, saúde e educação.

A audiência pública é realizada no Ginásio José Araújo de Almeida e promovido pelo MP-AM, por meio das 1ª e 2ª Promotorias de Justiça da Comarca de Iranduba.

Os populares que participam da audiência pública, cobram o Ministério Público para que tomem providências contra o prefeito Augusto Ferraz (UB), por conta do lixão licalizado no Ramal da Dona Creuza, no km 6.

De acordo com líderes comunitários, as comunidades próximas e até as mais distantes do lixão da Prefeitura de Iraduba, já sentem as consequências do lixão.

“Nossos lençóis freáticos estão começando a ser afetados. É muita negligência do prefeito”, disse ndré Peres, líder comunitário da Comunidade São Francisco.

O problema que se arrasta por anos e contamina o solo e a água no município, cria problemas de saúde na população, decorrente a insalubridade no local.

Durante a audiência com a presença do prefeito Augusto Ferraz, populares revoltados pegaram o microfone e acabaram falando algumas verdades na cara do gestor, que pediu a presença da segurança e Polícia Militar.

O ex-vereador Nedir Júnior precisou ser contido por policiais militares que estariam sob o comando de Ferraz, e retirado do ginásio, por cobrar melhorias na infraestrutura da cidade e perguntar sobre onde está o dinheiro que a Prefeitura de Iranduba diz ter gasto no município.

MP-AM e Defensoria Pública fecham o cerco ao prefeito Augusto Ferraz

O cerco começa a se fechar no município de Iranduba diante da intensificação da pressão de comunidades, lideranças locais, Defensoria Pública e Ministério Público do Amazonas (MP-AM) contra a permanência do lixão a céu aberto e a falta de avanços concretos na política de resíduos sólidos do município.

Há mais de três décadas, o lixão opera em condições consideradas irregulares, sendo alvo de denúncias por impactos ambientais, riscos à saúde pública e prejuízos diretos à qualidade de vida da população. Agora, com a atuação mais firme das instituições e o fortalecimento da mobilização popular, o cenário político e administrativo se torna cada vez mais delicado para a gestão municipal.

Projeto de aterro sanitário existe, mas não avança

Informações apuradas indicam que Iranduba já dispõe de estudos técnicos e de um projeto para implantação de um aterro sanitário, o que permitiria o encerramento definitivo do lixão e a adequação do município à legislação ambiental.

Apesar disso, o avanço da proposta enfrenta entraves administrativos e disputas políticas, o que tem retardado a implementação de uma solução considerada viável e urgente.

Pressão institucional e social

A entrada mais efetiva da Defensoria Pública e do MP-AM no caso elevou o nível de cobrança sobre o poder público municipal. As instituições passaram a acompanhar o problema de perto, exigindo explicações, medidas concretas e prazos para a resolução da crise ambiental.

Para moradores e lideranças comunitárias, a situação é simples: com o projeto pronto, o município poderia avançar para um modelo mais digno de gestão de resíduos, garantindo melhores condições ambientais e de saúde pública.

Interesses econômicos sob questionamento

Nos bastidores, cresce o debate sobre possíveis interesses econômicos ligados à manutenção do lixão. Moradores e lideranças questionam quem se beneficia da continuidade do modelo atual e cobram transparência nas decisões da administração municipal.

Justiça pode determinar fechamento do lixão

Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que, diante da persistência das irregularidades, o lixão pode ser alvo de medidas judiciais a qualquer momento, caso sejam constatadas omissões do poder público.