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segunda-feira, 9 de março de 2026

Papa Leão pede o fim da guerra no Irã e diálogo no Oriente Médio

O líder da Igreja Católica, Papa Leão XIV, pediu o fim da violência no Irã e em outras partes do Oriente Médio durante a oração do Angelus realizada neste domingo (08/03) no Vaticano. O pontífice solicitou novos esforços para abertura de espaço ao diálogo na região.

Ao lembrar o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (08/03), destacou a necessidade de garantir igualdade e respeito às mulheres.

O Papa afirmou que nenhum ato de violência deve ser subestimado. O pontífice incentivou as vítimas a denunciar agressões.

“Devemos eliminar essa violência e encontrar formas de transformar a mentalidade das pessoas; devemos ser pessoas de paz, que amem a todos”, declarou.

O pontífice criticou a escalada da violência e o clima de medo e ódio, resultantes do ataque israelense-americano ao Irã, que já completou nove dias.

“Juntamente com os episódios de violência e devastação e o clima generalizado de ódio e medo, há também uma preocupação crescente de que o conflito possa se espalhar e que outros países da região possam mais uma vez afundar na instabilidade”, disse.

Leão conclamou à paz e ao diálogo, pedindo que o “estrondo das bombas cesse” e que seja criado espaço para que as vozes dos povos sejam ouvidas.

“Elevemos nossa humilde oração ao Senhor para que as armas se calem e para que se abra espaço para o diálogo”, completou o papa, reforçando o apelo à resolução pacífica do conflito e à proteção das populações afetadas.

O pontífice confiou sua prece a Maria, Rainha da Paz, pedindo sua intercessão por aqueles que sofrem com a guerra e para que os corações sejam guiados “pelos caminhos da reconciliação e da esperança”. Leão XIV defendeu que a diplomacia volte a ocupar papel central na busca por soluções.

“Dirijo-me às partes envolvidas num apelo sincero para que detenham a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável”, disse o líder religioso.

“Que a diplomacia recupere seu papel e que o bem dos povos seja promovido — povos que anseiam por uma convivência pacífica fundada na justiça”, concluiu o pontífice.