Prefeito de Alvarães vai gastar mais de R$ 160 mil em shows, com o município sofrendo por falta de infraestrutura

Sem mostrar muito trabalho, o prefeito Lucenildo Macedo (UB), prefere gastar os recursos da Prefeitura de Alvarães com shows para a realização da Marcha para Jesus no município.

De acordo com o Diário Oficial dos Municípios (DOM), Lucenildo contratou dois cantores por mais de R$ 160 mil reais, para cantarem na Marcha para Jesus.

O primeiro contrato foi com a empresa LIRA TALENTS PRODUÇÕES, no valor de R$ 160.000,00 (cento e sessenta mil reais), para o show do cantor Gerson Rufino e Banda.

O segundo contrato é no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), para a pregação do Pastor Ataliba Ramos, na Marcha para Jesus 2025.

Investigação MP-AM

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), investiga o prefeito de Alvarães, distante a 531 quilômetros de Manaus, suspeito de improbidade administrativa e danos aos cofres da prefeitura daquele município.

Segundo as investigações do MP-AM, a administração do prefeito Lucenildo Macedo, vem acumulando ilegalmente remunerações de aposentados e servidores que acumulam cargos públicos dentro da prefeitura de Alvarães.

De acordo com o Ministério Público, servidores aposentados estão recebendo pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ainda recebem remuneração paga pela prefeitura da cidade e não aparecem para trabalhar ou colocam outras pessoas para trabalhar em seus lugares.

O outro procedimento trata sobre a denúncia de que existe um acúmulo ilegal de cargos públicos por servidores do município. Os procedimentos preparatórios são os de nº 123.2022.000019 e o 123.2022.000018, que são assinados pelo promotor de Justiça Gustavo Van Der Laars.

As duas portarias que tratam da investigação estipulam um prazo de quinze dias para uma resposta em relação às irregularidades, uma vez que, segundo os documentos, o MP-AM já teria enviado um ofício para a Prefeitura de Alvarães com alguns questionamentos, mas não obteve resposta. Os pedidos de respostas foram feitos diretamente ao secretário de administração da cidade, Ewerton Pinheiro Mendes.

Nos dois casos, segundo a Legislação, se forem comprovadas as ilegalidades denunciadas, a prefeitura poderá ser responsabilizada pelo ato de improbidade administrativa e por dano ao patrimônio público, como prevê a Lei n° 8.429/1992.

O procedimento preparatório é uma forma de apurar irregularidades, quando os fatos/autoria ainda não são de total conhecimento, tendo o objetivo de conseguir elementos para a identificação dos investigados ou detalhar o objeto da investigação. Ele geralmente vem antes da instauração de um inquérito civil.