
Professores, pedagogos e servidores da educação municipal, realizaram na manhã desta quarta-feira (01/10), uma paralisação e tomaram de conta do plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM), para protestar contra o Projeto de Lei que propõe uma reforma na previdência dos servidores municipais.
Apelidada de “projeto perveso”, altera a idade mínima para aposentadoria, sendo o limite sobe de 60 para 65 anos, para os homens representado mais 5 anos de serviço, e passa de 55 para 62 anos, para as mulheres, o que representa acréscimo de sete anos.
Essa é a segunda paralisação que os servidores da educação realizam, para pressionar o prefeito David Almeida (Avante), e os vereadores, a recuarem da proposta, que obteve ampla rejeição por parte dos servidores municipais.

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (ASPROM / Sindical), já indicaram que se a Prefeitura de Manaus e os vereadores de situação, não retirarem o projeto da pauta, os servidores irão paralisar suas atividades 100%.
“Nós estamos fazendo a segunda advertência da categoria do magistério da Semed/Manaus. Nós não aceitamos essa ‘PL da morte’. Até porque a própria procuradora-geral da Câmara Municipal é desfavorável a esse projeto, apontando falhas em itens considerados inconstitucionais. Infelizmente, esse parecer da Procuradoria-Geral foi retirado desta Casa, do domínio público. Nós não compreendemos o porquê, mas tivemos acesso. Se a própria Procuradoria da Câmara diz que é um projeto inconstitucional, esse projeto não tem motivo para continuar tramitando. Queremos o arquivamento desse projeto. Porém, se esse projeto passar, teremos, infelizmente, a greve e a culpa será do prefeito David Almeida” disse a representante da ASPROM / Sindical.
“Nós temos um grande quantitativo de professores nas ruas, mais de 50%, chegando a 60% das escolas paralisadas e professores nas ruas. Mesmo sendo ameaçados — porque houve muita ameaça e intimidação para que os professores não deixassem as escolas no dia de hoje, os professores não ficaram com medo e vieram. E nós estamos solicitando a racionalidade, a ética da Semed, de não fazer o desconto de pauta e de respeitar o direito constitucional do trabalhador de estar nas ruas lutando por seus direitos”, concluiu a professora Elma.


