TCE-AM acata representação e vai investigar os contratos do Asfalta Manaus firmados por David Almeida

Além do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), agora o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), acatou uma representação com pedido de medida cautelar contra a Prefeitura de Manaus e o prefeito David Almeida (Avante), e a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), por possíveis irregularidades na execução orçamentária, financeira e física do programa ‘Asfalta Manaus’.

A Corte de Contas vai investigar os mais de R$ 1,5 bilhão de reais gastos pela Prefeitura de Manaus, para segundo o prefeito David, melhorar a malha viária da cidade, algo que ainda não foi feito, já que a população continua com as ruas cheias de buracos.

O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) vem investigando os contratos firmados pela Prefeitura de Manaus no Programa ‘Asfalta Manaus’, por irregularidades no cronograma de obras e suspeita de superfaturamento.

Renovações de contratos com empresas tapa buraco que não fazem nada

Desde maio desse ano, a gestão David Almeida (Avante), à frente da Prefeitura de Manaus, vem publicando renovações de contratos com empresas de engenharia para o programa Asfalta Manaus, que já tinha recebido mais de R$ 200 milhões de reais em verbas, para tapar os buracos nas ruas da cidade, mas o trabalho aparentemente ainda não foi feito.

A população sofre com as ruas esburacadas e cheias de crateras, que vem causando acidentes fatais. Um homem chegou a pintar e enumerar os buracos nas ruas das zonas da cidade, para segundo ele ajudar o prefeito a enxergar a quantidade absurda de buracos em Manaus.

Os novos contratos firmados chegam a somar mais de R$ 144 milhões de reais, mesmo com o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), investigando o prefeito David Almeida por falta de transparência nas renovações.

Vejam quais foram as empresas beneficiadas e quanto elas receberam de aditivo de contrato da Prefeitura de Manaus:

  • Tercom Terraplenagem (R$ 12,9 milhões);
  • Construtora Rio Piorini (R$ 32,5 milhoes);
  • Mabole Construções (R$ 11,6 milhões);
  • CHR Alugueis de Máquinas (R$ 4,9 milhões);
  • Locamix Serviços de Locação (R$ 8,7 milhões);
  • Solo Aluguel de Máquinas (R$ 12,6 milhões);
  • Planar Terraplenagem (R$ 11,7 milhões);
  • Nale Construtora (R$ 6,7 milhões);
  • Aguiar e Bezerra Serviços de Arquitetura e Engenharia (R$ 4,9 milhões);
  • RNC Construtora (R$ 6,1 milões);
  • Cintra Comércio de Materiais e Serviços de Construção (R$ 9,6 milhões);
  • Terra Sólida Ltda. (R$ 16,2 milhões);
  • CDC Empreendimentos (R$ 5,7 milhões).

A gestão David Almeida (Avante) continua a não entregar documentos solicitados pelo Ministério Público, o que pode acarretar em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), para cumprir ordens de apreensão e até mesmo prisão de agentes públicos.