
O prefeito de Manaus, Renato Júnior, iniciou sua gestão promovendo uma série de mudanças no alto escalão da Prefeitura, com substituições em cargos estratégicos e reorganização de pastas consideradas centrais. O movimento ocorre após a saída do ex-prefeito David Almeida, que deixou o cargo para disputar o Governo do Amazonas.
Entre as principais alterações confirmadas, Célio Guedes assumiu a Casa Civil, substituindo Marcos Rotta. Na Secretaria Municipal de Administração (Semad), Heliatan Botelho foi nomeado para o lugar anteriormente ocupado por Célio, consolidando uma mudança em cadeia dentro da estrutura administrativa.
Na área da educação, Aroni Bentes passou a comandar a Secretaria Municipal de Educação (Semed), substituindo Júnior Mar, que deixou o cargo para disputar função eletiva. A mudança reforça a reconfiguração em setores considerados estratégicos da gestão municipal.
Outras alterações no primeiro escalão também foram confirmadas, incluindo:
• Nagib Salem na Secretaria Municipal de Saúde (Semsa)
• Júnior Nunes na Secretaria Municipal de Habitação (Semhaf)
• Márcio Braz na Fundação Municipal de Cultura (Manauscult)
As mudanças ocorrem em efeito cascata, motivadas tanto pela saída de gestores para o processo eleitoral quanto pela necessidade de recomposição administrativa após a transição de governo.
Além da reformulação interna, Renato Júnior indicou que pretende ampliar o diálogo institucional, incluindo articulações com senadores e com o governador interino Roberto Cidade. A estratégia aponta para a busca de alinhamento político e apoio para pautas consideradas prioritárias da nova gestão.
A reestruturação administrativa ocorre em um contexto de mudanças no cenário político local, com impactos também no grupo ligado a David Almeida. Entre os episódios recentes, a recusa de Marcos Rotta em compor como vice em uma eventual chapa ao Governo do Estado foi interpretada como sinal de rearranjos internos.
Com as alterações no secretariado e a redefinição das articulações políticas, a gestão de Renato Júnior inicia um novo ciclo administrativo, marcado por ajustes na estrutura de governo e tentativa de consolidação de uma base política própria no cenário estadual.


