Com a esposa entubada, infectada pelo vírus da COVID-19, o coronel Alfredo Menezes se empenha em promover aglomeração na inauguração do Pavilhão de Feiras e Exposições do Centro de Convenções do Amazonas. Menezes quer se projetar politicamente no evento que terá participação do presidente Jair Bolsonaro pois se prepara para as eleições do senado em 2022 para as quais já faz campanha antecipada em municípios do Amazonas.

Nesta sexta-feira (23), às 10h30, está prevista a participação do presidente na cerimônia de inauguração do Pavilhão de Feiras e Exposições do Centro de Convenções do Amazonas. Filiado ao PSL, antigo partido do presidente, Coronel Menezes esteve na Superintendência da Zona Franca de Manaus de fevereiro de 2019 a junho de 2020, quando acusações partidas do deputado federal Marcelo Ramos (PL), repercutiram fortemente no cenário político amazonense.

O então superintendente Alfredo Menezes foi acusado de contratar, sem licitação, a empresa de um amigo para fazer obras na sede da Suframa e demais unidades mantidas pela autarquia. O valor do contrato seria superior a R$ 3 milhões. Pressionado, o coronel pediu exoneração do cargo em junho do ano passado.

Fontes afirmam que Menezes chegou a prometer cargos no Departamento de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Estado do Amazonas, onde acreditava que seria nomeado superintendente. Porém, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, nomeou o funcionário dos Correios, Smith Mozart Delmond Silva, para o cargo.

Com a proximidade da corrida eleitoral Menezes viajou vários municípios do estado com sede de poder incontrolável, somente o Covid-19 conseguiu parar o ex- superintendente da suframa ( demitido) que falava aos quatro cantos do Amazonas um grito desesperado de poder algo que ainda não conseguiu nas urnas, nesse interim ele foi contaminado e é o principal suspeito segundo informações de passar o vírus para sua esposa que hoje se encontra intubada no hospital, com tudo isso ele não parou e quer prover aglomeração com a vinda daquele que o demitiu ( Jair Bolsonaro).