Crítico ferrenho do Governo do Amazonas, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) também tem seu nome atrelado a supostos crimes de corrupção contra o Estado. Pela Justiça do Amazonas, Wilker já respondeu processos por suspeita de superfaturamento de preços em contratos, nepotismo, improbidade administrativa, e por diversas vezes esteve na mira do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM).

Segundo informações preliminares, não é de hoje que o deputado se envolve em escândalos políticos por suspeitas de danos aos cofres públicos. Há quem diga que ele construiu seu patrimônio através de contratos superfaturados no município de Manacapuru (distante 68 quilômetros de Manaus). No período de 2005 a 2011, as empresas Fundação de Aprimoramento e Desenvolvimento de Recursos Humanos (FADERH) e SBEP, tendo como proprietário o deputado estadual, foram contratadas pela Prefeitura de Manacapuru.

O contrato foi assinado pelo então prefeito do município, Washington Régis, que fechou negócio com as empresas que teriam como o objetivo o fornecimento de serviços de mão de obra terceirizados naquele município. Manacapuruenses contam que Wilker chegou como um desconhecido pedindo uma oportunidade para o prefeito Régis, que resolveu ajudar o rapaz que logo pegou o apelido de “Tagarela”.

“Wilker logo contratou mão de obra para se estabelecer na princesinha do Solimões, mas apesar dos funcionários terem cumprido com as suas obrigações laborais, as empresas de Wilker fugiram de Manacapuru na calada da noite sem cumprir com as suas obrigações trabalhistas, levando centenas de pais de família à indignação e desamparados”, relatou uma fonte do município.

De acordo com informações de populares, o fato repercutiu fortemente em todo o munícipio, visto que as empresas de Wilker também atendiam a zona rural, e levou muitos trabalhadores a uma verdadeira peregrinação junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em busca dos seus direitos trabalhistas.

É o caso do processo em nome do reclamante Vaulean Vasconcelos, morador da zona rural do município, que à época foi contratado pela FADERH para prestar serviço terceirizado como operador de bombas. Segundo informações do processo na Justiça, Vaulean foi dispensado sem justa causa e não recebeu as verbas a que fazia jus. O processo que se arrastava desde 2010, foi concluído em 2013 com a condenação da empresa a pagar R$ 2.398,70 ao trabalhador manacapurense, que levou anos para receber a irrisória quantia a que tinha direito.

“Muitos comentam até hoje que o deputado Wilker Barreto começou o seu império patrimonial e político a partir deste golpe covarde cometido contra o povo trabalhador de Manacapuru. Foi a partir daquele período que ele começou a investir em seu projeto de poder e chegou ao cargo público que ocupa hoje”, disse uma fonte.

Denúncias sobre patrimônio do deputado

O deputado Wilker Barreto tem tentando construir a imagem do “político honesto”, que faz justiça e apoio o povo, mas as denúncias sobre o seu elevado patrimônio tem levantado suspeitas sobre a verdadeira índole do deputado. Em seu nome, há suspeitas de que dinheiro público está sendo usado para aluguel de imóvel superfaturado, carros populares e viagens sem justificativas.

Segundo relatório do Tribunal de Contas da União foi constatado em nome da FADERH a realização de despesas não permitidas em um convênio firmado entre a empresa e Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O que seria um convênio em prol das causas indígenas, segundo informações do relatório, acabou se tornando um viés de escape financeiro, podendo movimentar milhões durante anos.

Veja abaixo os documentos de processos na justiça do Trabalho.